"Sou do tipo de cara que nunca fez questão de agradar
o tal ser que se viu com tantos motivos
para duvidar do porque de estar vivo
Sem motivo, sem verdade no sorriso.
Sou do tipo que encara multidões
simplesmente pelo fato de temê-las.
Um cara acostumado com a dor
que cantou e canta a verdadeira essencia
de quem? dos tais seres do bem
De quem às vezes vê e enxerga,
a triste verdade que tantos defendem.Tantos
num mundo que se dizem sabedores da absoluta verdade
Se deixam moldar, diluir.Subvertem o amor. E a dor.
Sou um típico caso, da famosa contradição
Eu já não quero mais. Ainda me vejo muitas vezes
Enxergando só verdades que me ensinaram a ver
Querendo e não querendo desejar o que não se pode ter.
Essa é nossa retórica, a voz dos que vieram
daquele lote com problema na linha de produção
da fábrica "Lava mentes".
Sou dos que descobriram o segredo, e brincam atirando
tochas de sentimentos nessa matilha faminta de energia.
Desses lobos todos... Pois já nos cansamos desses todos.
Já mordí minha língua, olhei com o olhar que me deram
mesmo enxergando e sabendo da minha própria verdade
aquela que dizem até imoral e insensata.
Aquela, das vontades."
segunda-feira, 12 de julho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
"Doce Manhã"
"Chegou tão cedo,
será que acordará tarde?
O sol a esperou aparecer na janela
e só depois começou seu espetáculo de luz
Sem ela, seu brilho ficaria limitado.
E os pássaros começaram a cantar
os sapos se calaram...
Pêlos se arrepiaram e árvores chacoalharam com a brisa
que veio serena tocar seus cachos
Como uma criança, ela se deita
enquanto o dia desperta para velar seu sono
enquanto um beijo navega no vento
para chegar a tempo em seu sonho..."
será que acordará tarde?
O sol a esperou aparecer na janela
e só depois começou seu espetáculo de luz
Sem ela, seu brilho ficaria limitado.
E os pássaros começaram a cantar
os sapos se calaram...
Pêlos se arrepiaram e árvores chacoalharam com a brisa
que veio serena tocar seus cachos
Como uma criança, ela se deita
enquanto o dia desperta para velar seu sono
enquanto um beijo navega no vento
para chegar a tempo em seu sonho..."
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Tanto tempo
"Tanto tempo,tanto quanto
foi o tempo
em que a solidão tomava
tomava a paz,me tomava todo
levava os joelhos ao chão
machucava o peito, ardia no corpo
tomava a razão os motivos,
qualquer esperança de ver sorrir meu coração.
Mas agora eu achei, agora me encontrei
Na minha capacidade de reverter aquele ardor
no teu seio, no teu ventre, corpo
Me encontrei quando me perdí,
nos sons e suores do seu amor.
Quando encosta seus pés em meu peito
me deixa morder as batatas de suas pernas,
e me leva com você, para um vôo à dois
Para que, tremendo possamos deixar o tempo pra depois
e, apenas nos preocupemos em falar com Deus,
tocar as faces do céu."
foi o tempo
em que a solidão tomava
tomava a paz,me tomava todo
levava os joelhos ao chão
machucava o peito, ardia no corpo
tomava a razão os motivos,
qualquer esperança de ver sorrir meu coração.
Mas agora eu achei, agora me encontrei
Na minha capacidade de reverter aquele ardor
no teu seio, no teu ventre, corpo
Me encontrei quando me perdí,
nos sons e suores do seu amor.
Quando encosta seus pés em meu peito
me deixa morder as batatas de suas pernas,
e me leva com você, para um vôo à dois
Para que, tremendo possamos deixar o tempo pra depois
e, apenas nos preocupemos em falar com Deus,
tocar as faces do céu."
terça-feira, 27 de abril de 2010
"Noite de Folga"
"Na noite de ontem
nosso amor se expandiu
ele se elevou à natureza
interagiu com o céu
com a Lua
e com as estrelas
e depois, se ergueu mais
E com a cidade aos nossos pés
ví que meu amor do alto
sobre o banco
pedacinho de céu
Com seu olhar doce
Então sorriu pra mim
..."um anjo de branco"
e a Lua ao fundo
e o céu limpo alí
de um azul profundo
Na noite em que as estrelas cancelaram sua folga
nosso amor se mostrou mais uma força da natureza
e iluminada e calada
a cidade jazia aos nossos pés
sei que lá de baixo ela também via
que enquanto a Lua, feliz nos namorava
o coração de uma flor pra mim sorria"
nosso amor se expandiu
ele se elevou à natureza
interagiu com o céu
com a Lua
e com as estrelas
e depois, se ergueu mais
E com a cidade aos nossos pés
ví que meu amor do alto
sobre o banco
pedacinho de céu
Com seu olhar doce
Então sorriu pra mim
..."um anjo de branco"
e a Lua ao fundo
e o céu limpo alí
de um azul profundo
Na noite em que as estrelas cancelaram sua folga
nosso amor se mostrou mais uma força da natureza
e iluminada e calada
a cidade jazia aos nossos pés
sei que lá de baixo ela também via
que enquanto a Lua, feliz nos namorava
o coração de uma flor pra mim sorria"
quinta-feira, 1 de abril de 2010
A Batalha
"Você nunca me quis
naquela manhã sem chuva
Acabei vendo sem ver
Meu coração e minha carne
travarem uma batalha
que atravessou o dia inteiro
Só acabou quando a lua cheia
se satisfez, dividindo o céu.
Você nunca me amou...
Coração perdeu, saiu ferido, saiu cego
Desde então ele foi seu."
naquela manhã sem chuva
Acabei vendo sem ver
Meu coração e minha carne
travarem uma batalha
que atravessou o dia inteiro
Só acabou quando a lua cheia
se satisfez, dividindo o céu.
Você nunca me amou...
Coração perdeu, saiu ferido, saiu cego
Desde então ele foi seu."
quinta-feira, 4 de março de 2010
O pé de laranjeira
"Eu me lembrei numa tarde dessas
na minha infancia,
de minhas casas a primeira
Bem no alto de uma ruazinha
havia um pé de laranjeira
Era onde eu passava minhas tardes
ficava horas de bobeira
Aromas cítricos e amores mal contados
À sombra, de meu pé de laranjeira
Ele comigo cresceu
Tinha a mesma idade que eu
Depois tão alto ficou
que me presenteou
e os seus frutos me deu
Até que numa tarde de Sol
Um Homem mascarado apareceu
ele não queria sombra
não estava de bobeira
Ele tinha um olhar de rancor
Ele procurava por madeira
E foi assim que aconteceu
e foi assim que acabou
Do meu pé de laranjeira
Só o breve calor de uma fogueira restou.
E lá niguém mais ficou à sombra
E lá não houve mais nenhum aroma, cítrico sabor
Ninguém mais passou a tarde de bobeira
Sobre suas folhas, sob seus frutos
ninguém mais fez amor
Tarde trágica e triste
tarde de Sol derradeira
A ruazinha do alto passou a ser triste
Sem o seu pé de laranjeira."
na minha infancia,
de minhas casas a primeira
Bem no alto de uma ruazinha
havia um pé de laranjeira
Era onde eu passava minhas tardes
ficava horas de bobeira
Aromas cítricos e amores mal contados
À sombra, de meu pé de laranjeira
Ele comigo cresceu
Tinha a mesma idade que eu
Depois tão alto ficou
que me presenteou
e os seus frutos me deu
Até que numa tarde de Sol
Um Homem mascarado apareceu
ele não queria sombra
não estava de bobeira
Ele tinha um olhar de rancor
Ele procurava por madeira
E foi assim que aconteceu
e foi assim que acabou
Do meu pé de laranjeira
Só o breve calor de uma fogueira restou.
E lá niguém mais ficou à sombra
E lá não houve mais nenhum aroma, cítrico sabor
Ninguém mais passou a tarde de bobeira
Sobre suas folhas, sob seus frutos
ninguém mais fez amor
Tarde trágica e triste
tarde de Sol derradeira
A ruazinha do alto passou a ser triste
Sem o seu pé de laranjeira."
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Olhos Estranhos
Sei que você se preocupa
com o que eles podem pensar
Sei que teme o julgamento
Dos olhos que desconfiam
de olhos estranhos
Que multiplicam a dúvida dia após dia
Que enxergam os problemas
procuram pelas soluções criando dilemas
do fundo de suas cavernas escuras
que julgam ser confortáveis e seguras
procuram a culpa por você procurar a luz
na verdade que há em seus atos
É sua essência o que tentam mascarar
Sua verdade, o que tentam esconder
Também sei que você caiu
E que ninguém acendeu a luz para você
imagino o quanto deve ser difícil dormir
quando conseguem furar tua nuvem
Sei o quanto é desagradável cair sozinho
em noites sem lua nem estrelas,
nada para poder se agarrar
Nenhum astro pronto para te socorrer
Mas não desista criança, pois você é necessário
tão extraordinário e brilhante
Como aquele louco diamante
Não se cale jamais criança,
quando tentarem te fazer mudo
e o medo dos olhos que brilham no escuro
alcançar você.
É um sinal que você precisa para respirar fundo
E seguir em frente
Pois o que eles mais temem que você possa dizer
É exatamente o que o mundo precisa sentir,
o que todos precisam saber...
E mesmo em meio a dificuldade da dúvida
é o principal dom que há em você.
E quando todos lhe virarem as costas
Saiba que não estará sozinho
Pois também há quem também sonhe seu sonho
Tropeça, cai e levanta no mesmo caminho
Que no meio de um quarto distante e vazio de um hotel barato
Divide o líquido que há em seu cálice solitário
Compartilha e se delicia com seu vinho."
com o que eles podem pensar
Sei que teme o julgamento
Dos olhos que desconfiam
de olhos estranhos
Que multiplicam a dúvida dia após dia
Que enxergam os problemas
procuram pelas soluções criando dilemas
do fundo de suas cavernas escuras
que julgam ser confortáveis e seguras
procuram a culpa por você procurar a luz
na verdade que há em seus atos
É sua essência o que tentam mascarar
Sua verdade, o que tentam esconder
Também sei que você caiu
E que ninguém acendeu a luz para você
imagino o quanto deve ser difícil dormir
quando conseguem furar tua nuvem
Sei o quanto é desagradável cair sozinho
em noites sem lua nem estrelas,
nada para poder se agarrar
Nenhum astro pronto para te socorrer
Mas não desista criança, pois você é necessário
tão extraordinário e brilhante
Como aquele louco diamante
Não se cale jamais criança,
quando tentarem te fazer mudo
e o medo dos olhos que brilham no escuro
alcançar você.
É um sinal que você precisa para respirar fundo
E seguir em frente
Pois o que eles mais temem que você possa dizer
É exatamente o que o mundo precisa sentir,
o que todos precisam saber...
E mesmo em meio a dificuldade da dúvida
é o principal dom que há em você.
E quando todos lhe virarem as costas
Saiba que não estará sozinho
Pois também há quem também sonhe seu sonho
Tropeça, cai e levanta no mesmo caminho
Que no meio de um quarto distante e vazio de um hotel barato
Divide o líquido que há em seu cálice solitário
Compartilha e se delicia com seu vinho."
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